Para responder a questão, leia o seguinte poema de Carlos Drummond de Andrade:
Oficina Irritada
Eu quero compor um soneto duro
como poeta algum ousara escrever.
Eu quero pintar um soneto escuro,
seco, abafado, difícil de ler.
Quero que meu soneto, no futuro,
não desperte em ninguém nenhum prazer.
E que, no seu maligno ar imaturo,
ao mesmo tempo saiba ser, não ser.
Esse meu verbo antipático e impuro
há de pungir, há de fazer sofrer,
tendão de Vênus sob o pedicuro.
Ninguém o lembrará: tiro no muro,
cão mijando no caos, enquanto Arcturo,
claro enigma, se deixa surpreender.
(Carlos Drummond de Andrade. Claro Enigma. Nova Aguilar, 1988.)
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Assistente Social
30 Questões
Bibliotecário
30 Questões
Cirurgião-Dentista
30 Questões
Contador
30 Questões
Coordenador - Casa de Abrigo
30 Questões
Enfermeiro
30 Questões
Psicólogo
30 Questões