Mulher, 98 anos de idade, acamada, diabética, hipertensa, coronariopata com antecedente de revascularização miocárdica e doença de Alzheimer avançada, internada em casa de repouso, é encaminhada ao pronto socorro devido a quadro grave de vômitos, inapetência e desidratação. Não se conseguem informações diretas com a paciente e o cuidador também não ajuda muito. Seus parâmetros vitais mostram PA = 90x60 mmHg, P = 80 bpm, FR = 22 movimentos respiratórios/minuto, Sat. O2 = 80%. É colocada máscara de O2 com rápida melhora da saturação, acesso venoso para reposição volêmica cuidadosa, antibioticoterapia empírica de amplo espectro e colhidos exames laboratoriais. O exame físico mostra abdome pouco doloroso, porém com vesícula biliar palpável e dolorosa. Os exames laboratoriais mostram Hb = 8,0 g/dL, leucócitos de 12.000 cels/mm3, glicose = 180 mg/dL e creatinina de 2,9 mg/dL. O exame de ultrassonografia mostra vesícula biliar distendida e sinais claros de colecistite aguda, sem dilatação de via biliar.
Qual é a melhor conduta nesse momento em relação ao achado ultrassonográfico?