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2437366 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: UECE
Orgão: UECE
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Contextualização para o texto III

(Ronald de Carvalho foi um dos escritores brasileiros que tiveram participação ativa na famigerada Semana de Arte Moderna, na qual pronunciou a conferência intitulada “A pintura e escultura moderna no Brasil”. Era um poeta de tendência conservadora, “indeciso entre o Simbolismo e o Parnasianismo”, conforme diz Agripino Grieco e como denunciam suas duas primeiras obras — Luz Gloriosa e Poemas e sonetos. Em 1922, porém, publica Epigramas Irônicos e Sentimentais, onde se pode encontrar uma teoria do verso moderno. Segundo Júlio de Carvalho, Ronald de Carvalho mostra, nessa obra, haver adquirido “consciência de que o poeta rompe em cada poema com uma série de códigos: o da língua, o da arte poética, etc.”.)

TEXTO III

Literatura

Como são lindos os teus alexandrinos,
que lindos são, solenes, elegantes...

“Sob o vivo clarão dos poentes purpurinos,
passam, movendo a tromba, os tardos [elefantes”

São perfeitos os teus alexandrinos!

Mas como têm mais graça as asas dessa [abelha,
ou essa fúlvida centelha
que turbilhona sem parar!
Como são muito mais interessantes
que aqueles negros, inúteis elefantes,
esses pares de andorinhas que volteiam
em curvas longas, lentas pelo ar...

Poeta, que lindos são os teus alexandrinos
perfilados, solenes, elegantes...

“Sob o vivo clarão dos poentes purpurinos,
Passam, movendo a tromba, os tardos [elefantes...”

(Ronald de Carvalho. Da obra Epigramas Irônicos e Sentimentais. In: Antologia da Poesia Brasileira. Porto: Lello & Irmão Editores, 1984. p. 20-21.)

Assinale V ou F conforme sejam verdadeiras ou falsas as afirmações feitas sobre o poema:

( ) Os dois primeiros versos têm valor de afirmação.

( ) O texto pode ser considerado um metapoema.

( ) As aspas usadas nos versos 3 e 4 e nos versos 15 e 16 justificam-se por corresponderem esses versos às vozes do outro.

( ) O emprego do mas no verso 6 introduz uma oposição: a voz do poeta modernista opõe-se à voz do poeta parnasiano.

( ) O sujeito lírico desautoriza a palavra do poeta parnasiano, usando uma palavra semelhante à desse poeta.

( ) o enunciador fala ao enunciatário, que é o poeta passadista, na segunda pessoa do singular.

Está correta, de cima para baixo, a seguinte sequência:

 

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