As “psicoterapias breves e focais” foram desenvolvidas como decorrência de dois fatores básicos: a) a crítica aos modelos de psicoterapia de tempo indeterminado que muitas vezes se mostram inadequados para o atendimento de uma clientela que não se dispõe a tratamentos prolongados e b) relacionada ao primeiro fator, a necessidade de criar modelos alternativos à psicoterapia de tempo indeterminado, no âmbito das instituições. Como o aconselhamento centrado no cliente se posiciona em relação a essa modalidade? Analise os itens e assinale a alternativa correta.
I. A delimitação de certo número de sessões ou de determinado prazo para o atendimento pode ser uma opção do aconselhamento psicológico centrado na pessoa, porém, a atitude do conselheiro não muda: a direção do processo é do conselheiro, mas a configuração do processo continua pertencendo ao cliente.
II. Para a abordagem centrada na pessoa, o indivíduo é capaz de autodeterminação e regulação, porém ao optar por um atendimento breve e focal o conselheiro terá um papel mais ativo e diretivo. Ou seja, a condução do processo é atribuída ao conselheiro a partir de uma avaliação psicodinâmica e tendo em vista atingir determinados objetivos prefixados.
III. Se o cliente sabe quanto tempo terá, confiamos que saberá como melhor aproveitá-lo. Essa afirmação só tem peso se se considerar o pressuposto básico da abordagem centrada na pessoa: o de que o cliente é capaz de autodeterminação e regulação.