Com disponibilidade reduzida de recursos e sujeita a pressões crescentes por sua contenção, a área social do Estado brasileiro vem buscando racionalização dos gastos e adequação de suas ações focalizadas, descentralizadas e na busca de parcerias com o mercado e a sociedade. Reproduzindo uma concepção da vida social fragmentada, os problemas sociais passaram a ser enfrentados pela multiplicação de políticas e programas setoriais, emergenciais e isolados, deixando um contingente de trabalhadores empobrecidos e vulnerabilizados e os que não são considerados em situação extremada de pobreza, excluídos dos suportes sociais. Assim, evidencia- se um processo que traz mudanças nas famílias e grande perda de capacidade de funcionar como protetivas, demonstrando escancaradamente