Relacione a segunda coluna de acordo com a primeira, considerando as concepções de linguagem:
(1) Linguagem como Forma de Interação
(2) Linguagem como instrumento de comunicação
(3) Linguagem como expressão do pensamento
( ) Essa concepção de linguagem é sustentada pela tradição gramatical grega, passando pelos latinos, pela Idade Média e pela Moderna, teoricamente só rompida no início do século XX, de forma efetiva, por Saussure (1969). Tal concepção preconiza que a expressão se dá, inicialmente, no interior da mente dos indivíduos e que a exteriorização da linguagem dependerá da capacidade do homem de organizar a lógica do pensamento, por meio de uma linguagem articulada e organizada.
Nesse modelo teórico, a língua é encarada como um sistema de caráter abstrato, homogêneo, estável e imutável. Trata-se, então, de um ensino de língua que enfatiza a gramática teórico normativa sob os moldes de: conceituar, classificar, para, sobretudo, entender e seguir as prescrições em relação à concordância, à regência, à acentuação, pontuação ortografia, etc.
( ) Essa concepção de linguagem é observada em Saussure, que estabeleceu a célebre dicotomia langue/parole, ou seja, língua/fala, elegendo a langue como objeto de estudo. Em oposição à parole, manifestação individual e concreta dos falantes, sujeita as variações. Assim, a língua passa a ser vista historicamente, como um código, um conjunto de signos que se combinam segundo regras e que tem o papel de transmitir uma mensagem de um emissor a um receptor, isolada de sua utilização. Esse código deve ser dominado pelos falantes e utilizado de forma semelhante, preestabelecido, convencionado, para que se efetive o ato comunicativo.
A dinâmica comunicativa dessa concepção de linguagem se dá por meio da relação entre o falante e o ouvinte, quando o falante tem em sua mente ideias a transmitir ao seu interlocutor. Essa concepção de linguagem focaliza o estudo dos fatos linguísticos por intermédio de exercícios estruturais morfossintáticos, visando a internalização inconsciente de hábitos linguísticos, próprios da norma culta. O tipo de gramática mais apropriado a essa concepção é a descritiva por fazer uma descrição da estrutura e funcionamento da língua, de sua forma e função, bem como registrar, para uma variedade da língua, em determinado momento, as unidades e categorias linguísticas existentes, os tipos de construções possíveis e a função desses elementos, o modo e as condições de uso dos mesmos.
( ) Nessa concepção o indivíduo atua, age, realiza ações por meio da linguagem que não é apenas elemento de exteriorização do pensamento ou mero transmissor de informações, mas agente de interação comunicativa pela produção de efeitos de sentido entre os interlocutores em uma dada situação comunicativa e em um contexto sócio-histórico e ideológico. A linguagem é assumida aqui em sua dimensão histórica, social, humana e dialética, segundo a qual o homem e a linguagem são inseparáveis. Nessa concepção não se concebe erro quando o falante desvirtua as normas linguísticas, mas inadequação da variedade linguística empregada num determinado contexto comunicativo, por esta não atender aos princípios sociais de uso da língua e inadequação do uso de certo recurso linguístico numa determinada comunicação quando seria mais adequado outro recurso.
A concepção de gramática associada a esse enfoque de trabalho com a língua é a gramática internalizada que consiste num conjunto de regras que o falante realmente sabe e das quais se utiliza ao falar, numa situação de interação comunicativa.
A sequência correta de cima para baixo é: