O Brasil tem, já há muito tempo, a necessidade de realizar diversas reformas nas áreas econômica, social e política. Desde 2013, a sociedade brasileira manifesta expressamente o descontentamento com os rumos tomados pelo País e pelo modelo político que a nossa Democracia adotou. Sobre a Reforma Política, Lúcio Rennó, Professor da UNB, afirma: “Primeiramente, deve ficar claro que reformas políticas são multidimensionais e que, para ser efetuadas, exigem consensos múltiplos que não acontecem com frequência.
Consequentemente, a ocorrência de reformas políticas é rara. [...] As parcas mudanças ocorridas foram predominantemente definidas em momentos pré-eleitorais, tendo um caráter bastante casuístico de beneficiar o grupo no poder. A reeleição é o exemplo maior. Mas a verticalização também veio durante ano eleitoral. Essas mesmas poucas mudanças foram muito mais pontuais do que estruturais, não alterando em profundidade o sistema político nem a relação governabilidade/ representatividade. Pior, há antecedentes de mudanças estruturantes que são revogadas, como a Cláusula de Barreira, ou que estão ameaçadas de ser revistas, como a regra da reeleição”.
Lúcio Rennó. Porque a reforma Política não sai. Revista
Desafio do Desenvolvimento. Disponível em:
http://www.ipea.gov.br/desafios/index.php?option=com_
content&view=article&id=889:catid=28&Itemid=23.
Acesso em 20 fev. 2016.
Do texto acima, depreende-se que