Leia o texto para responder a questão abaixo.
Se deixada livre, criança comerá algo de que gosta até passar mal
Está bem difícil para nós, adultos, ter nossa boca sob controle. Justo nós, que deveríamos ter bem desenvolvido – e usar sempre – o mecanismo de autorregulação, ou seja, a capacidade de conter um forte impulso, seja ele qual for. E as crianças, o que têm aprendido conosco?
Nos primeiros cinco anos de vida das crianças, percebemos com clareza que elas não conseguem, ainda, resistir a um impulso, e este nem precisa ser dos mais fortes. É por isso que elas fazem birra, batem, mordem, fazem o que sabem que não poderiam fazer, por exemplo. É aos poucos que a criança aprende a conter impulsos que são socialmente inadequados ou que a prejudicam.
A criança não é capaz de sentir que está saciada, por exemplo. Se ela gosta de comer um alimento e for deixada livre para comer a quantidade que quiser, comerá até passar mal.
As crianças têm percebido que não tem sido importante, para nós, o ensinamento do autocontrole. Aliás, elas percebem com muita sagacidade que nós mesmos não nos importamos em usar essa capacidade. E, se nós não a usamos cotidianamente, por que haveriam elas de usar?
Para ensinar o autocontrole aos filhos é preciso esforço, muito esforço pessoal. E parece que esforçar-se é algo que sabemos fazer bem na busca do êxito e do sucesso. Será que gastamos todo nosso potencial nesses itens e ficamos zerados para o esforço e a paciência necessários para tal ensinamento aos mais novos? Aí está uma pergunta que merece nossa reflexão!
(Rosely Sayão. www.folha.uol.com.br/colunas/roselysayao/2016/04/
1757525-se-deixada-livre-crianca-comera-algo-que-gosta-atepassar-
mal.shtml, 05.04.2016. Adaptado)
No contexto do último parágrafo, o termo itens refere-se a