Com base no texto, assinale a opção incorreta.
Ao lado de características inéditas, a crise cevada no mercado imobiliário e financeiro americano, com reverberações mundiais, apresenta aspectos também verificados em outras situações de nervosismo global. Não há medida mágica e salvadora que faça cotações se estabilizarem e o investidor recuperar o sono. Só uma sucessão de ações consegue mudar expectativas como as atuais. A Casa Branca, ao contrário da postura que assumira no caso do Lehman Brothers − tragado, sem socorro, por um rombo de US$600 bilhões −, decidira estender a mão para a maior seguradora do país, a AIG.
Aos bilhões empenhados para permitir ao Morgan digerir o Bear Stearns, em março; ao dinheiro sacado a fim de evitar a quebra das gigantes Fannie Mae e Freddie Mac, redescontadoras de hipotecas, o governo e o Fed, o BC dos EUA, decidiram somar US$85 bilhões para salvar a AIG. Decepcionou-se quem esperava tranqüilidade. O emperramento do crédito − ninguém empresta a ninguém, por não se saber ao certo o risco do tomador − continua a travar o mercado global, e as ações novamente desceram a ladeira, empurradas por boatos sobre quais serão, ou seriam, os próximos a cair.
(O Globo, 18 de setembro de 2008 , Editorial)