Para estabelecer suas áreas de atuação, a Convenção das
Nações Unidas de Combate à Desertificação baseou-se
no grau de aridez de uma região, o qual depende da
quantidade de água pluvial disponível e da perda
máxima possível de água pela evaporação e transpiração
ou pela evapotranspiração potencial. Trata-se de um
conceito restrito de desertificação, o qual é adotado no
Brasil. Desse modo, considera-se que as áreas
suscetíveis à desertificação no Brasil estão localizadas
na região Nordeste, onde se encontram espaços
climaticamente caracterizados como semi-áridos, no
Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba,
Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia e no norte de
Minas Gerais. Incluem-se também áreas do Rio Grande
do Sul (Alegrete), Paraná, São Paulo, Rondônia e
Tocantins (Jalapão), sujeitas a fortes processos erosivos
e de deterioração ambiental.