Lacan (1958/59) indica as consequências da supressão dos ritos ligados ao luto em nossa época. De
acordo com ele, é preciso considerar a intolerância à dor, no espaço coletivo, que deixa o necessário trabalho
de luto sem lugar e encontrando acolhida, muitas vezes, apenas nos consultórios. Desta forma, vale destacar
a importância de que o sujeito convocado ao trabalho de luto, frente a uma perda significativa, possa
encontrar, na chegada ao tratamento, condições propícias para avançar neste árduo trabalho. Em O sujeito
não envelhece (2004), a autora retoma a discussão em torno do luto e chama a atenção para o fato de que o
trabalho inoperante do luto pode ter como resultado a: