Longe do estéril turbilhão da rua,
Beneditino, escreve!
Do claustro, na paciência e no sossego,
Trabalha, e teima, e lima, e sofre, e sua!
Mas que na forma se disfarce o emprego
Do esforço; e a trama viva se construa
De tal modo, que a imagem fique nua
Rica mas sóbria, como um templo grego
Não se mostre na fábrica o suplício
Do mestre. E, natural, o efeito agrade,
Sem lembrar os andaimes do edifício:
Porque a Beleza, alma gêmea da Verdade,
Arte pura, inimiga do artifício,
É a força e a graça na simplicidade.
Beneditino, escreve!
Do claustro, na paciência e no sossego,
Trabalha, e teima, e lima, e sofre, e sua!
Mas que na forma se disfarce o emprego
Do esforço; e a trama viva se construa
De tal modo, que a imagem fique nua
Rica mas sóbria, como um templo grego
Não se mostre na fábrica o suplício
Do mestre. E, natural, o efeito agrade,
Sem lembrar os andaimes do edifício:
Porque a Beleza, alma gêmea da Verdade,
Arte pura, inimiga do artifício,
É a força e a graça na simplicidade.
(Olavo Bilac, A um poeta. In Poesia.)
Afirma-se:
I. o labor do poeta é comparado ao trabalho de um monge beneditino;
II. segundo o poeta, o referencial de perfeição é o templo grego que remete ao retorno dos motivos clássicos;
III. o culto à forma, à perfeição formal é característica das produções parnasianas.
II. segundo o poeta, o referencial de perfeição é o templo grego que remete ao retorno dos motivos clássicos;
III. o culto à forma, à perfeição formal é característica das produções parnasianas.
Pode-se dizer que
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Professor da Educação Básica - EJA/Português
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