O centralizador
Se você faz apresentações, certamente já deparou com um centralizador.
O centralizador é aquele participante que quer, a todo custo, dividir o foco com o palestrante.
Há pelo menos três tipos de centralizador:
O que adora o assunto, tem bom conhecimento sobre ele e quer aproveitar a oportunidade do contato com o especialista para ampliar seus conhecimentos.
O que tem um milhão de dúvidas sobre o assunto e quer tirá-las todas de uma vez durante a sua apresentação.
O que não tem o mínimo senso de oportunidade, gosta de brilhar e quer aparecer mais do que você. Trata-se pura e simplesmente do “chato”.
Quando você perceber que alguém está tentando tomar o seu lugar, fazendo perguntas e observações por todo o grupo, tentando transformar a sua apresentação em um diálogo (pois é isso que acontece se você vacilar), não entre em choque com ele. Simplesmente mande suas perguntas e observações de volta para o grupo. Na terceira pergunta seguida do mesmo participante, dê o seu melhor sorriso e diga o seguinte:
– Muito interessante a sua pergunta. Mas eu gostaria de saber o que os outros pensam a respeito.
Peça então a outros membros do grupo que dêem suas respostas ou façam observações. No final, o centralizador terá sua resposta, todos terão tido oportunidade de falar e você continuará como o centro das atenções.
(PIMENTEL, Carlos. O centralizador. In: . Falar é fácil: como falar em público sem inibições. Rio de Janeiro: Elsevier, 2005. p. 28.)
O autor do texto utiliza a mesma estrutura linguística para introduzir a apresentação das características dos três tipos de centralizador. No início da caracterização de cada um dos tipos de centralizador é empregado: