No final do século XX, o termo “metrossexual” começou a ganhar força. Cunhada pelo jornalista britânico Mark Simpson, a palavra é a junção de parte da palavra “metropolitano” com “sexual” e era usada para descrever os homens mais vaidosos.
Corta para 2022. É quase impossível se deparar com a palavra metrossexual hoje. O termo caiu em desuso, e não foi à toa: a ideia de que os homens que se importavam com a aparência formavam um grupo seleto morreu. Agora essa é a norma, não a exceção.
A naturalização do tema, especialmente entre os mais jovens, abriu as portas para um segmento promissor do mercado: o de beleza masculina, com cada vez mais marcas apostando em produtos para pele, cabelo, barba e outros cosméticos destinados a eles.
O segmento de cosméticos e produtos de beleza voltado para homens atingiu 69 bilhões de dólares em 2020 e deve seguir em pleno crescimento. Ainda é pouco se comparado aos mais de 700 bilhões de dólares previstos para o mercado global de cosméticos, é verdade. Essa diferença mostra que quase 90% do mercado ainda é dominado pelo público feminino. Mas também indica que o segmento voltado para homens ainda tem muito potencial para crescer.
O público masculino é uma aposta para expandir o já gigante setor de cosméticos e cuidados pessoais brasileiro — que é o quarto maior do mundo, atrás somente de Estados Unidos, China e Japão.
Não só o preconceito diminuiu, como também a exigência da sociedade aumentou. Hoje ambientes de trabalho ou de convivência consideram que cuidados com a aparência são essenciais — e a falta deles pode trazer problemas.
Bruno Carbinatto. Beleza masculina: um mercado em alta.
In: Você S/A 287, ano 24, n.º 4, Editora Abril, abr./2022 (com
adaptações)
Considerando os sentidos e os aspectos linguísticos do texto, julgue o item.
No trecho “o de beleza masculina”, a palavra mercado está subentendida após o vocábulo “o”.