O tema dos movimentos sociais constitui-se numa das grandes novidades na sociologia brasileira nos anos de 1970 e 1980, tendo sido considerado, por alguns analistas, como fonte de renovação nas ciências sociais na forma de fazer política. O destaque inicial foi a emergência dos movimentos sociais populares urbanos, reivindicatórios de bens e equipamentos coletivos de consumo e questões em torno da moradia. Mais tarde as lutas diziam respeito a campos temáticos tais como: meio ambiente, direitos humanos, gênero, questões étnico raciais, religiosas, movimentos culturais etc. Já nos anos 1990 alguns movimentos se articularam com as formas institucionalizadas de participação social presentes nos inúmeros conselhos, especialmente os conselhos gestores, os conselhos de representação municipal, os conselhos do orçamento participativos etc.
A partir dessa breve incursão histórica, construída por Maria da Gloria Gohn em seu livro: Movimentos sociais no início do século XXI (Petrópolis, RJ: Vozes, 2010), é possível afirmar:
I. Os movimentos sociais são ações sociais individuais de caráter sociopolítico e cultural que viabilizam distintas formas de grupos particulares se organizarem e expressarem suas demandas.
II. Na ação concreta dos movimentos sociais adotam-se diferentes estratégias que variam da simples denúncia, passando para pressão direta (mobilização, marchas, concentrações, passeatas, distúrbios à ordem constituídas, atos de desobediência civil, negociação etc.) até pressões indiretas.
III. Na atualidade os principais movimentos sociais atuam por meio de redes sociais, locais, regionais, nacionais e internacionais e utilizam-se muito dos novos meios de comunicação e informação como a Internet.
IV. Tanto os movimentos sociais dos anos de 1980 como os atuais têm construído representações simbólicas afirmativas por meio de discursos e práticas.
V. Existem movimentos sociais conservadores, muitos deles fundamentados nas xenofobias nacionalistas, religiosas e raciais.
Está(ão) CORRETA(S):