Para Gentili (1994), “os debates do início da década de 90 sobre as mudanças na base técnica de produção, em que as novas tecnologias apresentam se como configuradoras da Terceira Revolução Industrial, implicam o plano político ideológico nas teses da sociedade pós-industrial, pós-capitalista, sociedade global sem classes, e outras denominações. No plano econômico, este modelo implica um novo tipo de organização industrial, baseada na tecnologia flexível (microeletrônica associada à informática, à microbiologia e a outras formas de energia), em contraposição à tecnologia rígida do sistema taylorista e fordista, e traz como conseqüência um trabalhador flexível, com uma nova qualificação humana”.
Fonte: (Gentili, 1994, apud Schafranski, Márcia Derbli
– A educação e as transformações da sociedade.
Ponta Grossa: Editora da UEPG, 2005, p.13).
Na análise do autor anteriormente citado, as políticas de educação são legitimadas em pleno acordo com o plano econômico, seguindo a lógica do capital. Pode–se compreender que esse projeto é materializado na educação por uma compreensão teórica que se fundamenta: