
Jules Le Parc, 1962.
A luz se propaga sempre em linha reta. Nisso acreditavam os membros da Academia de Ciências britânica até 1870, quando testemunharam algo que lhes parecia impossível. Naquele ano, em Londres, o físico John Tyndall (1820-1893) mostrou a seus incrédulos colegas que a luz podia fazer uma curva. Ele, então, colocou uma lanterna em um recipiente opaco cheio de água, com um orifício em um dos lados, pelo qual a água escorria. A luz acompanhava a trajetória da curva da água, como se tivesse sido dobrada, conforme ilustrado na figura abaixo. Na verdade, a luz se propagava em zigue-zague, saltando de um lado para o outro dentro do fio de água, em uma série de reflexões internas. A descoberta de Tyndall, entretanto, só começou a ter utilidade prática oito décadas mais tarde, em 1952, graças às pesquisas do físico indiano Narinder Singh Kapany, então com 25 anos. Esses experimentos levariam à invenção da fibra óptica, o revolucionário instrumento de telecomunicações.

Tendo como referência as informações acima, julgue o item.
A luz está sempre presente nas artes plásticas, até mesmo quando não se trata de representação pictórica.