Mario Sérgio Cortella, filósofo, em sua última obra publicada “Por que fazemos o que fazemos: aflições vitais sobre trabalho, carreira e realização”, em 2016, afirma:
Ninguém fica em um local apenas por conta do salário. A permanência está ligada à capacidade de enxergar finalidade positiva no que se faz, ao reconhecimento que se obtém, ao bem-estar sentido quando o trabalho é valorizado e, sobretudo, à percepção de que existe ali a possibilidade de futuro conjunto (p.169).
É muito comum no mundo do trabalho ouvir pessoas dizerem: “Não me reconheço naquilo que eu faço”. E não é um reconhecimento de natureza pecuniária. Não é só o reconhecimento do tapinha nas costas, do abono ou da Participação nos Lucros e Resultados. É o reconhecimento autoral. A percepção da autoria é necessária para que a pessoa se construa como indivíduo que não é descartável, que não é inútil e que não pode ser colocado à margem (p.45-46).
(CORTELLA, M. S. Por que fazemos o que fazemos: aflições vitais sobre trabalho, carreira e realização. São Paulo: Planeta, 2016.)
De acordo com o texto, assinale a alternativa que apresenta, corretamente, o conceito que está vinculado às afirmações de Cortella.