A cidade de Buriticupu, no interior do Maranhão,
tornou-se um emblemático caso nacional de
desastre socioambiental em progresso. Crateras
gigantes, algumas com mais de 70 metros de
profundidade e centenas de metros de
comprimento, avançam sobre o tecido urbano,
tendo já destruído ruas e engolido dezenas de
residências. Geólogos apontam que a
combinação do solo arenoso e desprotegido da
vegetação nativa com a alteração do regime de
drenagem pelo crescimento urbano desordenado
desencadeou o processo geológico de grande
escala que ameaça partir a cidade ao meio. Este
fenômeno, classificado como a forma mais
severa de erosão hídrica linear, é conhecido
como: