Deve-se levar em conta, na análise do mundo bíblico, que sua literatura foi construída a partir de relações de ordem social, econômica, política e cultural. Assim sendo, é possível dizer que, nos tempos bíblicos, houve fundamentalmente três tipos de economia, ou seja, três modos de produção, denominados de tribal, tributário e escravista. Isso implica dizer que a construção da literatura bíblica está indelevelmente marcada pelo tipo de economia e de sociedade em que as pessoas viviam. O modo de produção tribal pode ser entendido como uma economia de partilha. Há troca de serviços e não há comercialização de produtos. Tudo é visto em função do bem comum. Valoriza-se o coletivo. A terra é percebida como de propriedade comum, impedindo, assim, o título de propriedade privada. A apropriação do produto dá-se em base igualitária. Intercâmbios comerciais são quase inexistentes. Não se apresenta ainda uma estrutura de classe. Na produção do campo, quando há excedentes, são revertidos em favor do povo. É um modo de produção próprio ao campo. A terra na sociedade camponesa, as pastagens e os rebanhos na sociedade pastoril são propriedades do clã ou da tribo. A única condição para o uso dos meios de produção e para o acesso à produção social é que se pertença à comunidade.
Luiz Alexandre Solano Rossi. Modo de produção escravista e a sua influência na
percepção da sociedade judaica no pós-exílio. In: Revista Mirabilia, n. 4, dez./2004.
Julgue o item que se segue, a partir das informações histórico-econômicas contidas no texto acima.
As classes sociais são proibidas pela literatura bíblica.
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