Segundo Antonio Hohlfeldt, uma das linhas mais curiosas do chamado campo das pesquisas em comunicação diz respeito à pesquisa de opinião pública. Esse tipo de pesquisa indica que as pessoas são influenciadas não apenas pelo que os outros dizem, mas pelo que as pessoas imaginam que os outros poderiam dizer, sugerindo que, se um indivíduo imagina que sua opinião poderia estar em minoria ou poderia ser recebida com desdém, esse indivíduo estaria menos propenso a expressá-la. Essa ideia indica a fragilidade da capacidade de julgamento do indivíduo e, consequentemente, torna vulnerável sua opinião, levando-o a participar da construção de um clima de opinião, e não da opinião pública propriamente dita. Em 1972, essa hipótese contemporânea do processo de comunicação foi denominada por uma pesquisadora alemã de