Texto 1
Educar, pensar e agir.
Não há como falar em Escola Cidadã sem lembrar que educar é impregnar de sentido cada ato do cotidiano, conforme estudiosos renomados.
Com esse pensamento, este texto se propõe tecer algumas conjugações possíveis no campo da educação. A terminologia gramatical é empregada não para explicar a língua e suas articulações, mas como figura metafórica para, numa metalinguagem, figurativizar as ações possíveis e desejáveis em uma Escola Cidadã, entendendo que essa escola é toda aquela que permite as relações abertas e igualitárias de poder.
Pensar em uma escola que garanta a manutenção da cidadania, não como um lugar em que se adquira a cidadania, deveria ser objetivo precípuo de toda e qualquer instituição, seja ela pública ou privada, do primeiro ou do terceiro setor. Mas pensar simplesmente não basta, é preciso agir. Verbos essenciais e necessários à conquista da manutenção da cidadania, via escola. São verbos de ação. Ação que demanda participação.
Para que essa proposição seja tomada como valor de verdade (pelo menos dentro de provisorieridade das verdades) há que se perguntar: qual o objeto da educação na vida presente e na vida futura que nos cabe conjugar para pensar e antecipar as possibilidades de uma escola cidadã? Qual o lugar da educação no processo de manutenção das condições de cidadania?
(…)
(Ormezinda Maria Ribeiro, in: Na teia de Penélope – Metáforas na educação - adaptado)
Analise as afirmativas abaixo sobre o texto 1.
- A autora usa terminologias gramaticais para trabalhar a metalinguagem.
- A autora admite uma possível efemeridade em sua proposição que julga verdadeira.
- Um argumento apresentado pela autora para sua ratificar sua proposta é a necessidade de a escola asseverar a subsistência da cidadania.
- O texto defende a ideia de que deveria ser basilar para as escolas o objetivo de fazer com que os alunos granjeiem a cidadania.
- A autora reconhece que a tese apresentada carece ainda de respostas.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.