Torre e colaboradores avaliaram a força articular na base da coluna durante o movimento vertical de uma carga equivalente a 25% do peso do executante. Os resultados, apresentados no XI Congresso Brasileiro de Biomecânica, foram obtidos a partir de um modelo que admitia a coluna como uma haste rígida, onde a força muscular dos eretores da espinha foi considerada como uma única força que atua em um ponto a 2/3 do seu comprimento em relação ao sacro em um ângulo constante 12° com a haste rígida. Um único eixo de rotação desta haste rígida foi admitido na quinta vértebra lombar, sendo exatamente o local onde a força de compressão foi considerada aplicada, como mostra o modelo de segmento articulado (figura “a”) e seu respectivo diagrama de corpo livre (figura “b”).

Os parâmetros de entrada do modelo foram o ângulo de inclinação do tronco, a força-peso do tronco admitida atuando na metade do comprimento da haste rígida e a força-peso da carga somada ao peso da cabeça e dos braços admitida atuando no final da haste rígida. A força articular de compressão foi calculada a partir do modelo adotado, em duas posturas distintas: levantamento da carga com uma extensão de quadril, mantendo as articulações dos joelhos e cotovelos estendidas e levantamento da carga com uma extensão de quadril, mantendo as articulações dos joelhos e cotovelos flexionadas, na intenção de manter o objeto mais próximo ao corpo. A figura “c” ilustra os resultados da força articular calculada para a quinta vértebra lombar (eixo de rotação do modelo), obtida ao longo de todas as fases do levantamento. Os resultados estão expressos em valores absolutos (N) em função da inclinação do ângulo do tronco com a horizontal.
Com base nos resultados apresentados, é correto afirmar que a força articular na coluna lombar