Em 2013 foi concluída a última versão do manual diagnóstico e estatístico, conhecido por DSM-V, dando continuidade à expansão das categorias diagnósticas existentes nos sistemas classificatórios anteriores, numa clara tendência de patologização do normal. Pequenos desvios de conduta transformaram-se em objeto de intervenção psiquiátrica a ponto de abranger a quase totalidade dos assuntos humanos. Consolida-se, assim, o lugar da psiquiatria como estratégia biopolítica que, desde a modernidade, refere-se às populações com a tarefa principal de antecipar e administrar as manifestações que possam afetar a ordem social. Ao contrário da psiquiatria clássica, representada por Pinel e Esquirol, essa psiquiatria ampliada, representada por Morel, Magnan, etc., tem como destaque o conceito de: