O ano mais quente da história... até agora
Por Chloé Pinheiro
O centro de estudos para o clima Copernicus, ligado à União Europeia, anunciou que o aquecimento global no ano passado foi de 1,6 °C em relação ao período pré-industrial. A marca é maior do que o 1,5 °C estabelecido pelo Acordo de Paris, em 2015, como tentativa de brecar os efeitos das mudanças climáticas. Cabe esclarecer que é preciso que a temperatura siga assim por um período para confirmar os riscos à vista.
“De qualquer forma, é uma notícia grave”, aponta o físico Alexandre Araújo Costa, da Universidade Estadual do Ceará (UECE). A expectativa era de que se atingisse essa nova média em 2042, mas agora a projeção caiu para 2030. “Ainda temos chances matemáticas de conter a subida do termômetro, mas isso implica um giro radical nas políticas globais”, diz o professor.
Sem medidas para deter o aquecimento global, haverá um aumento médio de 3 graus em 2100. Nesse cenário, cidades podem ter ondas de calor com duração de até um mês. E mais de 600 milhões de pessoas no mundo estarão sujeitas a inundações. A diferença entre 1,5 °C e 2 °C parece pouco, mas cada grau centígrado conta para evitar as projeções pessimistas em diversas searas:
Animais e plantas: espécies podem desaparecer e tantas outras migrarão, desequilibrando ecossistemas.
Termômetro: O valor de 1,6 °C é uma média. Em alguns lugares, a elevação térmica já supera esse índice.
Desastres: Só no Brasil, o número de eventos extremos já se elevou 1.000% nos últimos 20 anos.
Doenças: As arboviroses, como dengue e chikungunya, estão cada vez mais frequentes. Alimentação: A produção de comida já é afetada pelo clima. Os preços no supermercado que o digam!
Óbitos: Além dos atingidos pelos desastres, mortes devido ao calor aumentam a cada ano.
(Disponível em: https://saude.abril.com.br/ecossistema/o-ano-mais-quente-da-historia-ate-agora/ – texto adaptado especialmente para esta prova).