Quanto vale sua intuição
Novos estudos comprovam que o processo intuitivo
é muito mais racional do que se imaginava. E que o
instinto é uma ótima ferramenta para tomar decisões na
vida profissional e pessoal.
Novos estudos comprovam que o processo intuitivo
é muito mais racional do que se imaginava. E que o
instinto é uma ótima ferramenta para tomar decisões na
vida profissional e pessoal.
João Loes
1.§ É só prestar atenção nas grandes livrarias. Há alguns anos, o tema intuição deixou de frequentar apenas as estantes esotéricas e místicas e migrou para os títulos de psicologia, psiquiatria e neurociência. Dezenas de estudos científicos inundaram os escaninhos das mais prestigiosas universidades do mundo para comprovar que o instinto humano não só existe, como pode ser ensinado e aprimorado. Agora, ela também foi adotada no ambiente de trabalho. Empresas já tratam a intuição como característica desejável em entrevistas de emprego, Exércitos a utilizam para treinar soldados e companhias determinam estratégias de negócio com base nela, um processo mais racional do que se imaginava.
2.§ Profissionais das áreas de psicologia e neurociência definem intuição como uma habilidade do cérebro de processar informações inconscientemente, para depois apresentar, de forma sucinta, uma nova percepção da realidade. Mas essa espécie de insight instintivo caminha lado a lado com a experiência, garantem os especialistas. É muito mais fácil, por exemplo, ter uma intuição depois de anos de profissão. A segurança do conhecimento faz brotar com mais facilidade a capacidade intuitiva, dizem.
3.§ Um estudo feito em 2011 pela Sloane School of Business, do Massachusetts Institute of Technology (MIT), por exemplo, mostrou que 80% das decisões de posicionamento de marca e análise de mercado em grandes empresas americanas foram feitas com base na intuição de seus presidentes. A tendência foi confirmada em outro trabalho, de 2012, conduzido pela Universidade de Iowa, também dos Estados Unidos. Nele, ficou comprovado que em bancos de investimento corretores recorrem à intuição para decidir se devem ou não investir em uma companhia sobre a qual não há muita informação disponível. Até o Exército americano está debruçado sobre o tema. O Escritório de Pesquisa Naval dos Estados Unidos criou um programa para estimular a intuição de seus soldados. Nele, foram criadas estratégias para fazer aflorar o instinto, por meio, inclusive, de simulações de batalhas virtuais.
4.§ É possível desenvolver a habilidade de agir por instinto. E a demanda por gente capaz de fazer aflorar essa capacidade, principalmente no ambiente de trabalho, vem aumentando.
5.§ Se no ambiente corporativo a intuição já ganha espaço, na medicina ela ainda é vista com ressalvas. Mas uma pesquisa conduzida pela Universidade de Oxford, publicada em setembro, começa a mudar essa escrita. Nela, 3.890 casos de atendimento pediátrico com crianças de 0 a 16 anos de idade foram esmiuçados e ficou evidente, pelo levantamento, que nas consultas em que os profissionais respeitaram a própria intuição, os tratamentos foram mais eficientes.
6.§ Apesar de os estudos se voltarem mais para o âmbito profissional, é sabido que a vida pessoal é terreno fértil para a exploração do instinto. [...]
Revista IstoÉ, n° Edição: 2245 – Adaptado.
Em “não há muita informação disponível” (3.§), o verbo haver é
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