As “conciliações” ou as “transações”, como se queira, têm composto a base dos continuísmos e da inércia de cada momento da vida política e social do Brasil, encobertos pela voragem das “reformas necessárias” e das “modernizações obrigatórias”, que, à custa de enorme sacrifício da maioria da população, mudam substancialmente muito pouco ou quase nada, conforme se pode verificar no período compreendido entre o golpe de 1964 e a redemocratização brasileira do Congresso Constituinte de 1987.
Evaldo Vieira. Brasil: do golpe de 1964 à
redemocratização. Apud: Carlos Guilherme Mota (org.). Viagem incompleta – A experiência brasileira: a grande transação. São Paulo: SENAC, 2000, p. 215.
A partir do que informa o texto VI e levando em consideração a realidade brasileira dos últimos anos, julgue o item abaixo.
Sem jamais ter tido maioria formal no Congresso Nacional, o presidente Fernando Henrique Cardoso foi derrotado em suas propostas para modificar a Constituição da República, mas logrou êxito ao ver introduzida na Carta de 1988 a possibilidade de reeleição para os ocupantes de cargos no Poder Executivo.