Uma paciente de 2 anos de idade foi levada ao setor de emergência em virtude do quadro de dor abdominal intensa e febre. Na anamnese, verificou-se que a criança tem sido conduzida ao pronto-socorro há alguns meses em razão de febre persistente sem causa definida e dor em membros. Ao exame físico, apresentava-se hipocorada +++/4+, hidratada, com fácies de dor, boa perfusão periférica e extremidades aquecidas. Observam-se FC = 100 bpm, FR = 30 irpm, SatO2 = 98%, paciente febril, Tax = 39 ºC e aparelho cardiorrespiratório sem alterações. Sente dor à palpação superficial difusa do abdome, não conseguindo aprofundamento, mas foi sentida massa palpável em loja renal, estendendo-se ao hipocôndrio e flanco direito, traube livre e fígado impalpável. A mãe relata perda de peso de 4,5 kg em um mês, sem alteração intestinal ou urinária, náuseas ou vômitos no período. Foi solicitada tomografia computadorizada de abdome total, que evidenciou lesão expansiva sólida lobulada heterogênea, medindo 6,7 cm × 7,6 cm × 6,5 cm, ocupando boa parte do oco pélvico à esquerda, comprimindo o rim esquerdo e provocando hidronefrose na paciente.
Considerando esse caso clínico e com base nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir.
No caso em questão, verifica-se uma apresentação rara, visto que a incidência desse tumor sólido costuma ser bem mais tardia, iniciando-se na adolescência.