Discorrendo sobre a história do livro, Roger Chartier destaca a existência de “uma continuidade muito forte entre a cultura do manuscrito e a cultura do impresso, embora por muito tempo se tenha acreditado numa ruptura total entre uma e outra. Com Gutenberg, a prensa, os tipógrafos, a oficina, todo um mundo antigo teria desaparecido. Na realidade, o escrito copiado à mão sobreviveu por muito tempo à invenção de Gutenberg, até o século XVIII e mesmo o XIX. (...) De modo geral, persistia uma forte suspeita diante do impresso, que supostamente romperia a familiaridade entre o autor e seus leitores e corromperia a correção dos textos, colocando-os em mãos 'mecânicas' e nas práticas do comércio.” (Chartier, A aventura do livro: do leitor ao navegador, 1999, p. 9).
Sobre esse tema, assinale a alternativa INCORRETA.