Com base neste excerto “Além disso — prossegue Irene —, somos obrigados a estudar e a saber conjugar de cor tempos verbais que muito raramente são empregados na língua diária. Por outro lado, há tempos verbais que simplesmente nunca são mostrados nas gramáticas e nos livros didáticos, como se não existissem, e que a gente emprega o tempo todo” (BAGNO, 2006)*, observa-se a constante crítica às gramáticas cujas regras se sustentam no português-padrão, na norma culta, ou seja, não elencam formas também corretas da flexão verbal, muito frequentemente empregadas em situações reais de comunicação, quando muito, apenas as mencionam sem lhes conferir o caráter de correção devido. Toma-se como exemplo desse caso: