Durante muitos anos discutiu-se apaixonadamente se as empresas multinacionais (EMNs) iam dominar o mundo, ou se serviam aos interesses imperialistas de seus países-sede, mas esses debates foram murchando, seja porque não fazia sentido econômico hostilizar as EMNs, seja porque elas pareciam, ao menos nas grandes questões, alheias e inofensivas ao mundo da política. Raramente uma EMN era encontrada se envolvendo indevidamente em política, ou seja, o crescimento da civilização das EMNs parece ter lugar em um outro plano.
Na verdade, o crescimento das EMNs — espontâneo, cumulativo, não planejado, freqüentemente afetado por fusões, aquisições — encontra certa semelhança com o crescimento da Internet, o agregado de inúmeras redes que foram se conectando e formando um todo imensamente maior que a soma das partes.
O crescimento das EMNs, como o da Internet, serviu-se da internacionalização de padrões, o principal dos quais é o mercado como instrumento de coordenação de atividades e alocação de recursos.
Gustavo Franco. Globalização e poder. In: Veja, 9/6/2004 (com adaptações).
A partir do texto acima, julgue o seguinte item.
A inserção da expressão que não o político, logo depois de “outro plano”, manteria a correção textual e respeitaria a argumentação.