Nos centros urbanos, a classe trabalhadora é submetida a situações que atingem diretamente suas energias física e mental, por exemplo, a inexistência de serviços de consumo coletivo ou a precariedade destes, a falta de acesso à moradia, as longas horas perdidas em deslocamentos e o transporte coletivo precário. No âmbito do debate sobre a questão urbana, observa-se que, para além da exploração pelo trabalho, próprio da sociedade capitalista, aliam-se extorsões decorrentes da inexistência ou da precariedade dos serviços públicos, as quais estão ligadas à acumulação de capital e ao grau de pauperismo daí decorrente. O conceito que dá conta destas situações é o de