Magna Concursos
2460918 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: UECE
Orgão: UECE
Provas:

PORTÃO

O portão fica bocejando, aberto

para os alunos retardatários.

Não há pressa em viver

nem nas ladeiras duras de subir, quanto mais para estudar a insípida cartilha.

Mas se o pai do menino é da oposição,

à ilustríssima autoridade municipal,

prima por sua vez da sacratíssima

autoridade nacional,

ah, isso não: o vagabundo

ficará mofando lá fora e leva no boletim uma galáxia de zeros.

A gente aprende muito no portão fechado.

ANDRADE, Carlos Drummond de. In: Carlos Drummond de Andrade: Poesia e Prosa. Editora Nova Aguilar:1988. p. 506-507.

Observe a metáfora que inicia o poema — “O portão fica bocejando” — e o que se diz sobre ela.

I. Essa metáfora empresta ao portão faculdades humanas, constituindo, também uma prosopopeia ou personificação. Por outro lado, essa expressão aceita, ainda, a seguinte leitura: o portão representa metonimicamente a escola, com seus valores criticáveis e seus preconceitos.

II. O emprego da locução verbal de gerúndio “fica bocejando”, no lugar da forma simples boceja, dá à ação expressa pelo verbo bocejar um caráter de continuidade, de duração.

III. O gerúndio realça a própria semântica do verbo bocejar.

Está correto o que se afirma em

 

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