De acordo com a definição de Henrique Novaes: “A economia solidária é o conjunto das formas de produção e comercialização baseadas no cooperativismo e associativismo de trabalhadores”. Para ele, a Economia Solidária possui várias dimensões dentre as quais podemos destacar: a) experiências concretas de cooperativismo e associativismo no meio rural e urbano; experiências de comercialização, assistência técnica, bancos populares, extensão universitária e educação popular, com suas positividades, contradições e limites; b) sua vinculação com as políticas públicas; c) as lutas da economia solidária contra o Estado capitalista para a criação daquilo que Karl Marx chamou de condições gerais de produção e reprodução em bases associadas; d) uma teoria particular da compreensão da realidade das cooperativas e associações e do caminho de “transformação para uma outra economia” (Paul Singer.) Apresenta, nesse sentido, a teoria da transição de István Mészáros de uma economia comunal; em que, para ele, “a construção de uma economia comunal será fruto de uma revolução política internacional, puxada pela classe trabalhadora unida de todas as partes do mundo. Será uma revolução que se inicia como revolução política, mas que vai precisar de centenas de anos para realizar uma “revolução econômica, ambiental e de gênero”, que imprima um novo sentido ao trabalho e à vida”. Nos estudos de Mészáros, são pilares da economia comunal, EXCETO: