A organização das práticas de colecionamento etnográfico atravessou várias fases, do colecionamento naturalista do século XIX ao “trabalho de campo” da segunda metade do século XX. Quadros de pesquisa-ação, hierarquias entre saberes e práticas e gestão de acervos vêm se constituindo e se reorganizando. No caso dos trabalhos etnológicos das primeiras décadas do século XX no Brasil, algumas figuras se destacaram pela excepcionalidade de seus trabalhos em regimes de saber multidisciplinares, entre ações museais, de pesquisa antropológica e de gestão indigenista. Dentre estas, Curt Nimuendajú se destaca por seu trabalho ao longo de: