O texto como placebo
A palavra placebo (do latim agradarei) refere-se a uma substância ou um procedimento que teoricamente não faria efeito sobre o organismo, mas que acaba tendo resultados terapêuticos, pela crença que uma pessoa deposita nela. Pergunta: é o texto um placebo? No caso da ficção, pode-se dizer que sim. É algo que resulta da imaginação de um escritor, de um cineasta, de um dramaturgo; mas, quando agrada o espectador ou o leitor (um objetivo implícito na própria criação ficcional), exerce um efeito que poderíamos chamar de terapêutico. A ficção ajuda a viver. E isso inclui uma melhora da saúde – pelo menos do ponto de vista psicológico. Para muitas pessoas a leitura é um amparo, um consolo, uma terapia. Daí nasceu inclusive um gênero de livros que se tornou popular: as obras de autoajuda. Diferentemente da ficção, elas aconselham o leitor acerca de problemas específicos: luto, controle do stress, divórcio, depressão, ansiedade, relaxamento, autoestima, e até a felicidade. Esse tipo de leitura faz um enorme sucesso; não há livraria que não tenha uma seção destinada especialmente à autoajuda.
(Disponível em: <http://www2.uol.com.br/vivermente/artigos/o_texto_como_placebo.
html>. Acesso em: 18 fev. 2010. Autor: Moacyr Scliar).
De acordo com texto, analise as afirmativas abaixo e, a seguir, assinale a alternativa correta.
I. Todo texto funciona como placebo, uma vez que a leitura acaba produzindo um efeito terapêutico no leitor.
II. Os textos ficcional e de autoajuda possuem o mesmo objetivo, ou seja, ajudar o leitor a superar seus problemas, enfrentar a realidade.
III. Os textos ficcionais são comparados ao placebo porque, como estes, não teriam efeito qualquer sobre o organismo, mas acabam tendo resultados terapêuticos, ajudando as pessoas a viver.
IV. Os livros de autoajuda diferem dos livros de ficção porque possuem objetivo explícito de ajudar o leitor a superar seus problemas, a viver
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