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3224860 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Maracanã-PA

Leia o texto e responda à questão.

Realização de desejos.

O desejo não é um direito, ele é uma intenção, algo que se quer, algo que se procura. Algumas pessoas, jovens especialmente, regularmente são acometidas por uma percepção distorcida: achar que desejos são direitos. Só porque ele ou ela quer, então tem que acontecer. É ruim supor que o desejo acontecerá só porque eu tenho aquilo como algo que vou encontrar e, portanto, eu o encontrarei automaticamente. Não, o desejo exige preparo.

O filósofo espanhol José Ortega y Gasset, que chegou a viver exilado da Espanha durante o período franquista na Guerra Civil Espanhola, escreveu uma obra decisiva sobre o comportamento, chamada Rebelião das Massas. Um livro de 1930, no qual ele registrou que "é imoral pretender que uma coisa se realize magicamente, simplesmente porque a desejamos. Só é moral o desejo acompanhado da severa vontade de prover os meios de execução".

O que Ortega y Gasset quer dizer com isso? É imoral achar que algo vai acontecer magicamente, inclusive reclamar quando não acontece. A moralidade de um desejo existe quando conseguimos prover os meios, organizar a possibilidade, ter suficiência de instrumentos, recursos para que algo aconteça.

Do contrário, quem tem desejo e acha que ele magicamente será concretizado, acaba não só tendo uma frustração em relação à não realização, como ainda corre o risco de atribuir a outras pessoas, ou ao destino, ou à vida aquilo que não aconteceu.

(CORTELLA, Mário Sérgio. Pensar bem nos faz bem! Vozes. p.91)

Em: "(...) e, (portanto), eu o encontrei (...)", a palavra nos parênteses pode ser substituída sem alterar o sentido por:

 

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