Podemos saber, mas não sabemos dizer com muita precisão onde e como tudo isso ocorre. A poesia faz-se necessária para explicar a força vital de uma mulher: a dança, a pintura, a escultura, os ofícios do tear e da terra, o teatro, os adornos pessoais, as invenções, escritos apaixonados, estudo em livros e nos nossos sonhos, conversas com outras que sejam sábias, o atento intuir, refletir, sentir e pressentir… criações e realizações de todos os tipos são necessárias ... pois existem certos assuntos místicos que as palavras concretas isoladas não conseguem expressar, mas que as ciências, contemplações do que é invisível porém palpável, e as artes conseguem.
ESTÉS, Clarissa Pinkola. A ciranda das mulheres sábias: ser jovem enquanto velha, velha enquantojovem.Rio de Janeiro: Rocco, 2007.
Sobre os aspectos morfossintáticos presentes no texto, dadas as afirmativas,
I. No período: “pois existem certos assuntos místicos que as palavras concretas isoladas não conseguem expressar,” o vocábulo destacado retoma um termo da oração antecedente: “certos assuntos místicos”.
II. O “que” da frase: “que as palavras concretas isoladas não conseguem expressar,” foi usado como pronome relativo e está desempenhando função sintática de sujeito.
III. Em: “A poesia faz-se necessária para explicar a força vital de uma mulher”, a partícula “se” funciona como conjunção e estabelece relação sintática e semântica entre duas orações.
IV. No fragmento: “...conversas com outras que sejam sábias”, o vocábulo “que” é empregado na função de sujeito, cujo predicativo é “sábias”.
verifica-se que está/ão correta/s apenas