As tecnologias sociais de convivência com o semiárido têm ganhado relevância com as mudanças climáticas que têm afetado a vida no planeta, e de forma específica o bioma caatinga, já que a tendência é que as secas na região semiárida sejam cada vez mais severas e prolongadas. Nesse contexto, as tecnologias sociais inserem no debate social uma participação ativa das coletividades, considerando seus conhecimentos tradicionais e possibilitando-lhe a inserção de outras tecnologias democraticamente acessíveis como forma de combater a pobreza e permitir o desenvolvimento dos países mais desfavorecidos com o uso de tecnologias que sejam sustentáveis (MCROBIE, 1982). Algumas das tecnologias mais conhecidas e implantadas nas comunidades camponesas são as Cisternas de Placa - com capacidade para armazenamento de 16 mil litros de água (placas pré-moldadas); as barragens subterrâneas; a seleção e armazenamento de Sementes Crioulas com as chamadas Casas de Sementes e a Cisterna Calçadão de 52 mil litros de água captadas por calçadão etc. Além dessas tecnologias sociais, tem-se o Sistema de Produção Integrado e Sustentável sendo um meio de produção no qual os agricultores e agricultoras utilizam os recursos disponíveis no campo, assim introduzindo pouco recurso externo tentando visar o baixo custo. O Programa PAIS adota alguns princípios da agroecologia, sendo implementada em pequenas áreas, construindo galinheiro no centro da gleba disponível ao cultivo, uma horta em formato circular irrigada por gotejamento, integrada a um quintal agroecológico – destinado à produção de grutas, pasto e grãos. Esse meio de produção possui princípios, nos quais garante, EXCETO: