O ímpeto de conhecer relaciona-se ao impulso para descobrir, desvelar obscuridades, revelar pequenos instantâneos da vida ou grandes painéis da natureza e das sociedades. Miudezas do cotidiano dos seres ou a imensidão espaçotemporal do universo e toda a problemática que medeia esses dois polos são o objeto dessa busca que está intimamente ligada às pequenas e grandes necessidades humanas e aos nossos desejos de satisfazer carências.
O paradigma da ciência moderna, assentado na razão, na divisão/análise e na máxima “conhecer para controlar”, reduziu os problemas e suas respostas a modelos para a ação transformadora sobre a natureza e controladora da sociedade, produzindo conhecimentos disciplinares e com alto nível de especialização.
Os limites do conhecimento disciplinar se fazem sentir especialmente quando os problemas a resolver envolvem objetos complexos, como a sociedade, e quando a redução da complexidade impede o desvelamento e a solução do problema. O paradigma da ciência moderna sempre se demonstrou inadequado para a análise da sociedade e seus problemas, seja pela problemática da relação sujeito/objeto, seja pela sua linearidade e determinismo.
BAUMGARTEN, Maíra et al. Sociedade e conhecimento: novas tecnologias e desafios
para a produção de conhecimento nas Ciências Sociais Disponível em: <http://www.
scielo.br>. Acesso em: out. 2017. Adaptado.
O aspecto linguístico do texto que está devidamente analisado é o referido em