O traçado do ECG reflete a função do sistema de condução do coração que, normalmente, inicia e conduz a atividade elétrica em relação à derivação. O ECG oferece importantes informações acerca da atividade elétrica do coração. Sobre as ondas, complexos e intervalos marque V para as alternativas verdadeiras e F para as alternativas falsas.
( ) A onda P representa o impulso elétrico que tem início no nodo sinoatrial e se dissemina através dos átrios. Portanto, a onda P representa a despolarização atrial. Normalmente, ela tem 2,5 mm ou menos de altura e 0,11 s ou menos de duração.
( ) O complexo QRS representa a despolarização ventricular. Nem todos os complexos QRS apresentam todos os três traçados de onda. A onda Q é a primeira deflexão negativa após a onda P. A onda Q normalmente tem menos de 0,04 s de duração e menos de 25% da amplitude da onda R. A onda R é a primeira deflexão positiva após a onda P, e a onda S é a primeira deflexão negativa após a onda R. Quando a onda tem menos de 5 mm de altura, são usadas letras pequenas (q, r, s); quando uma onda tem mais de 5 mm, usam-se letras maiúsculas (Q, R, S) para rotular as ondas. O complexo QRS normalmente tem menos de 0,12 s de duração.
( ) A onda T representa a repolarização ventricular (quando as células recuperam uma carga negativa; também chamada de estado de repouso). Ela sucede o complexo QRS ou, em geral, tem a mesma direção do complexo QRS. A repolarização atrial também ocorre, porém não é visível no ECG porque ela acontece ao mesmo tempo que o QRS.
( ) O segmento ST, que representa a repolarização ventricular precoce, dura desde o término do complexo QRS até o início da onda T. O início do segmento ST em geral é identificado por uma alteração na espessura ou ângulo da porção terminal do complexo QRS. O término do segmento ST pode ser mais difícil de identificar porque ele se mistura com a onda T. Normalmente, o segmento ST é isoelétrico. Ele é analisado para identificar se está acima ou abaixo da linha isoelétrica, que pode ser, entre outros sinais e sintomas, um sinal de isquemia cardíaca.
( ) Acredita-se que a onda U represente a despolarização das fibras de Purkinje, porém algumas vezes ela é observada em pacientes com hipopotassemia (níveis baixos de potássio), hipertensão ou doença cardíaca. Quando presente, a onda U sucede a onda T e geralmente é menor que a onda P. Quando alta, ela pode ser confundida com uma onda P extra.