O quadro clínico pode variar de formas leves a severas e apresentar início súbito. A primeira manifestação clínica geralmente é febre moderada a alta, podendo vir acompanhada de cefaléia intensa, mialgia, artralgia, astenia, inapetência, dor abdominal, náuseas e vômitos. A partir do 2º ao 5º dia, apresenta exantema, principal marcador clínico da doença, que associado a febre e cefaleia compõem a “tríade clássica”. O exantema é de padrão maculopapular com início nos punhos e tornozelos, avançando para palmas das mãos e plantas dos pés, podendo disseminar-se centripetamente para braços, pernas, tronco e evoluir para um padrão petequial difuso, que indica progressão da lesão endotelial e, portanto, da doença. Quadros mais graves podem cursar com lesões hemorrágicas, principalmente equimoses e sufusões, mas necrose e gangrena são pouco observadas. Casos mais graves, com frequência apresentam manifestações sistêmicas como insuficiência renal por fator pré-renal secundário a hipovolemia, hipotensão e choque , insuficiência respiratória pneumonite, edema agudo de pulmão, hemorragia pulmonar, síndrome da angústia respiratória do adulto, manifestações neurológicas edema cerebral, meningite, encefalite, meningoencefalite, hemorragias, expressando-se clinicamente como cefaleia holocraniana intensa, letargia, alterações comportamentais e coma, manifestações hemorrágicas epistaxe, gengivorragia, hematúria, hemoptise, icterícia e alterações hemodinâmicas. A alta letalidade está relacionada com a dificuldade de reconhecer a doença precocemente e iniciar o tratamento. Assinale a alternativa correta que corresponde à doença descrita.