Em “Leitura, texto e hipertexto”, Antônio Carlos Xavier aborda as possibilidades de mudança nos processos de leitura por causa do uso intenso da chegada das novas tecnologias de comunicação, especialmente do hipertexto na Internet.
Avalia as afirmações do autor sobre a questão da leitura como processo de produção de sentido de textos e hipertextos.
I- Os trabalhos de Bolter, Landow, Lévy (1993), Rouet (1996), Synder, entre outros, são unânimes em reconhecer a natureza linear do hipertexto.
II- A leitura no hipertexto impede, através dos hiperlinks nele dispostos, a emancipação do leitor da superfície pluritextual sobre a qual centraliza temporariamente a sua atenção.
III- O hipertexto é uma forma híbrida, dinâmica e flexível de linguagem que dialoga com outras interfaces semióticas, adiciona e acondiciona à sua superfície formas outras de textualidade.
IV- O hipertexto, espraiado na interligada rede digital, seria o golpe de misericórdia no conceito de autor, dono exclusivo de suas ideias e, portanto, herdeiro legítimo dos benefícios financeiros delas advindos.
V- A fusão dos diversos recursos das várias linguagens numa só tela de computador acessíveis e utilizáveis simultaneamente em um mesmo ato de leitura provoca um construtivo, embora volumoso, impacto perceptual-cognitivo no processamento de leitura.
Está correto apenas o que se afirma em