Leia o fragmento da crônica ‘A Morte Devagar’, de Martha Medeiros – erroneamente atribuído a Pablo Neruda:
Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o preto no branco e os pingos nos “is” a um turbilhão de emoções indomáveis, justamente as que resgatam brilho nos olhos, sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho, quem não se permite, uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não acha graça de si mesmo.
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Martha Medeiros, crônica publicada originalmente no jornal ‘Zero Hora’, em 1 de novembro de 2000
Na passagem “Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o preto no branco e os pingos nos “is” a um turbilhão de emoções indomáveis, justamente as que resgatam brilho nos olhos, sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos”, o termo em destaque recupera: