As diferenças de gênero diminuíram no Brasil nas
últimas décadas. Porém, uma dessas diferenças, a da remuneração
pelo mesmo trabalho, tem demonstrado especial resistência. No
setor privado, a diferença salarial de gênero se agrava com a
escolaridade. O valor médio pago pela hora de trabalho do
empregado com até quatro anos de escolaridade é de R$ 2,
para os homens e de R$ 2,10 para as mulheres. Com o ensino
médio concluído, a diferença salarial entre homens e mulheres
para a mesma função sobe para 62%.
Em 1996, na clientela universitária, as alunas eram 8,7%
mais que os rapazes. Em 2003, elas já eram 12,3% a mais.
A participação feminina no número de usuários de cartões de
crédito cresceu bem acima da média do mercado no ano passado.
Gazeta Mercantil, 8/3/2006, p. 2 (com adaptações).
A partir do texto acima e do tema por ele abordado, julgue os itens seguintes.
Infere-se do texto que, pelos dados existentes hoje, o esforço na busca por maior escolaridade da mulher não significa automática e ascendente mobilidade salarial.