TEXTO PARA A QUESTÃO 22
“A história faz-se com documentos escritos, sem
dúvidas. Quando eles existem. Mas ela pode fazerse,
ela deve fazer-se sem documentos escritos, se
os não houver. Com tudo o que o engenho do
historiador pode permitir-lhe utilizar para fabricar o
seu mel, a falta de flores habituais. Portanto, com
palavras. Com signos. Com paisagens e telhas. Com
formas de cultivo e ervas daninhas. Com eclipses da
lua e cangas de bois. Com exames de pedras por
geólogos e análises de espadas de metal por
químicos. Numa palavra, com tudo aquilo que, pertencendo ao homem, depende do homem, serve
o homem, exprime o homem, significa a presença, a
atividade, os gostos e as maneiras de ser do
homem.”
(FEBVRE, Lucien. Combates pela história.
Portugal:Presença, 1989. P.249.)
Uma das questões cernes da Nova História foi a
preocupação depreendida com toda a atividade
humana, afinal tudo tem um passado e uma história
que pode ser reconstruída pela escrita do historiador.
Portanto, assuntos esquecidos ou negligenciados,
como a infância, a mulher, a leitura, o clima, os
odores, o corpo, a feminilidade e a morte, por
exemplo, passaram a compor o leque de
possibilidade de pesquisa. Porém, as fontes
anteriores não davam conta das novas
preocupações do historiador. Logo a história
precisaria de outras fontes para responder a esses
objetos, na medida em que a documentação oficial
talvez não pudesse dar suporte aos novos sujeitos
da história. Assinale a alternativa correta que
represente, diante desse novo cenário, as funções
do trabalho do historiador:
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