Nos últimos dois anos, Marlene, 52 anos, vem, frequentemente, procurando o atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), sendo atendida por diversas pessoas da equipe, sempre dizendo que está “passando mal”, embora nunca tenha se constatado alteração de pressão arterial ou de qualquer outro sinal vital. Em sua última passagem pela UPA, Marlene revelou à enfermeira sentimentos de desvalia, dificuldades de concentração, taquicardia, redução na qualidade do sono, fadiga física e mental e que realiza, há aproximadamente dois anos, uso de dependência de Clonazepam. Diante do quadro, a Assistente Social da UPA enviou contrarreferência à Unidade Básica de Saúde, solicitando ao psicólogo da atenção básica visita domiciliar e posterior envio de informações sobre o caso. O profissional de psicologia enviou documento escrito comunicando a realização da visita domiciliar, no qual informou a realização de acolhimento e orientações à Marlene. Na conclusão do documento, o psicólogo justificou teórica e tecnicamente o encaminhamento para o cuidado compartilhado da usuária no Centro de Atenção Psicossocial. Considerando as regras para a elaboração de documentos escritos, é correto afirmar que o referido documento produzido pelo psicólogo em seu exercício profissional trata-se de um(a)