Perereca nativa do cerrado, que mede até 3,5 cm de comprimento, pode ser a esperança no combate ao Trypanosoma cruzi. A pequena perereca, Phyllomedusa oreades, traz na pele um princípio ativo, denominado dermaseptina, que já está sendo estudado por uma equipe de pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), com resultados animadores.
A descoberta chama a atenção para a necessidade de mais pesquisas sobre os anfíbios brasileiros. O número de espécies descritas dessa classe ainda é pequeno se comparado à sua biodiversidade, que se revela surpreendente.
Entre os povos indígenas do Brasil e do Peru, é tradicional o uso, para fins medicinais, da secreção extraída da pele da Phyllomedusa bicolor — espécie nativa da região amazônica do mesmo gênero da P. oreades. A P. bicolor vem sendo estudada com resultados surpreendentes em casos de isquemia cerebral, problemas circulatórios, câncer e AIDS. O patrimônio genético, porém, já foi pirateado, conforme denuncia a organização não-governamental Amazonlink, do Acre.
Internet: <http://www2.uol.com.br/cienciahoje/ch/ch201/emdia1.htm>.
Acesso em 10/2/2004 (com adaptações).
Com relação ao tema abordado no texto acima, julgue o item que se segue.
Nos anfíbios, assim como nos répteis, a pele é um eficiente órgão de trocas gasosas.