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1225572 Ano: 2009
Disciplina: Português
Banca: FUNRIO
Orgão: MDIC
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A Semana de Arte Moderna ocorreu no Teatro Municipal de São Paulo, em 1922, tendo como objetivo mostrar as novas tendências artísticas que já vigoravam na Europa. Essa nova forma de expressão não foi compreendida pela elite paulista, que era influenciada pelas formas estéticas europeias mais conservadoras. O idealizador deste evento artístico e cultural foi o pintor Di Cavalcanti.

A Semana de Arte Moderna, na verdade, foi a explosão de ideias inovadoras que aboliam por completo a perfeição estética tão apreciada no século XIX. Os artistas brasileiros buscavam uma identidade própria e a liberdade de expressão; com esse propósito, experimentavam diferentes caminhos sem definir nenhum padrão. Isso culminou com a incompreensão e com a completa insatisfação de todos que foram assistir à apresentação do novo movimento. Logo na abertura, Manuel Bandeira, ao recitar seu poema Os Sapos, foi desaprovado pela plateia através de muitas vaias e gritos.

Embora tenha sido alvo de muitas críticas, a Semana de Arte Moderna só foi adquirir sua real importância ao inserir suas ideias ao longo do tempo. O movimento modernista continuou a se expandir por divulgações através da Revista Antropofágica e da Revista Klaxon, e também por outras iniciativas, como o Movimento Pau-Brasil, o Grupo da Anta, o Verde-Amarelismo e o Movimento Antropofágico.

No Brasil, o descontentamento com o estilo anterior foi bem mais explorado no campo da literatura, com maior ênfase na poesia. Entre os escritores modernistas destacam-se: Oswald de Andrade, Guilherme de Almeida e Manuel Bandeira. Na pintura, um dos nomes mais importantes foi o de Anita Malfatti, que realizou a primeira exposição modernista brasileira em 1917. Suas obras, influenciadas pelo cubismo, pelo expressionismo e pelo futurismo, escandalizaram a sociedade da época.

Todo novo movimento artístico é uma ruptura com os padrões utilizados pelo anterior. Isso vale para todas as formas de expressão,
seja a pintura, a literatura, a escultura, a música, etc. Ocorre que nem sempre o novo é bem aceito, o que foi bastante evidente no
caso do Modernismo, que, a princípio, chocou por fugir completamente dos hábitos estéticos vigentes.

Os cinco parágrafos transcritos até aqui têm em comum o fato de todos eles tratarem da Semana de Arte Moderna e de se enquadrarem num tipo de texto que se pode classificar como

 

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