Atenção: Considere o texto abaixo para responder à questão.
Sivuca nasceu numa família de pequenos lavradores e coureiros. Vivendo na área rural de Itabaiana, na Paraíba, numa localidade pobre e remota, sem rádio nem eletricidade, o próprio Sivuca não sabe explicar como a música entrou em sua vida. Ninguém na família tocava qualquer instrumento. “Eu não sei. Mas sei que veio firme, porque minha vocação foi mais forte do que toda e qualquer tendência. Quero dizer, a música veio para ficar em mim, pronto.”
Suas primeiras memórias musicais vêm dos sanfoneiros itinerantes que passavam por Itabaiana, de pessoas que tocavam violão na cidade, da banda de música e do órgão da igreja. Seu talento era evidente, a ponto de que a própria família passasse a insistir que tentasse carreira na cidade grande. Depois de algumas idas e vindas, mudou-se para Recife, foi contratado pela Rádio Clube de Pernambuco aos 15 anos de idade, em novembro de 1945, e descobriu um novo horizonte musical.
Sivuca aprendeu teoria musical com o clarinetista da Orquestra Sinfônica de Recife e, três anos depois, passou a estudar harmonia e orquestração com o maestro fluminense Guerra-Peixe, que então vivia em Recife. Ao longo da vida profissional, foi incorporando outros instrumentos ao seu arsenal, como o violão, a guitarra e o piano, numa mistura de autodidatismo e aprendizado informal com alguns dos melhores músicos do mundo.
Segundo o músico, “o estudo, o desenvolvimento musical torna-se necessário. Eu digo isso porque eu também passei pelo mesmo; fui, por muito tempo, músico sem estudar, naturalmente levando a sério todas as tendências, mas também me dando ao trabalho de queimar pestana e estudar teoria musical, estudar orquestração e, enfim, harmonia, fuga, contraponto, me preparar para lidar com os ingredientes teoricamente”.
(Adaptado de http://musicosdobrasil.com.br/sivuca. Acesso em 04/03/2013)
O texto procura mostrar